Conhecido pelos atributos no gira-discos, DJ Ride vai mais longe e traduz esse talento em canções. Um dos melhores discos nacionais do ano.
A conversa não é nova mas 2007 não tem sido pródigo em mostrar novos talentos portugueses na música. DJ Ride é, felizmente, uma das excepções e «Turntable Food» um dos melhores discos nacionais do ano, categoria na qual não recolhe muita concorrência.
Mas voltemos a «Turntable Food». De origem cool e pleno de arqueologia «samplista», começa por se apoiar no gira-discos enquanto ferramenta de trabalho e parte para as canções sem medo, recorrendo a convidados de meter inveja (Sam The Kid e Margarida Pinto, por exemplo).
Nome batido em campeonatos de scratch e já com algumas colaborações de peso no passado (como com o projecto Rocky Marsiano de D-Mars), apoia-se na variedade da música negra para construir melodias que são uma espécie de conclusão numa história com muitos pormenores.
Ainda colado a alguns protocolos do underground, «Turntable Food» nasceu em Portugal mas poderia ter um bilhete de identidade diferente. Demasiado invisível para o valor que tem, DJ Ride é a prova que aqueles que estão atrás dos pratos também são músicos.
Por Davide Pinheiro para www.discodigital.pt |