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Situação limite não existe mais saída
Procuramos no dia a dia o sentido da vida
Descobre sozinho e dás mais valor
No limite é a perfeição desejada como amor
Situação limite não existe mais saída
Encontramos na música o sentido da vida
Viruz está no corpo como humano na terra
Como tinta no papel que encerra
Os segredos mais cobiçados da história
Os velhos sábios recordam e guardam na memória os tempos de glória
Quando descobrires não é tarde e não desistas
Não procures num deserto onde a água não existe
No fundo do mundo o fumo cobre o horizonte
Mas se te aproximares vês o mar à tua frente
Somos insectos num labirinto de estudo
Seguimos tudo o que parece ser imundo
Mas eu não sujo o produto que fabrico com esforço
Carrego os erros, sinto o peso no pescoço
Este é o limite em que não existe mais saída
Como um homem com sida que fode uma suicida
Segue esta pista como o caminho certo
O medo é passado, o futuro é perfeito
Dentro do teu movimento há muitas fantasias
E MCs fora de tempo são uma maioria
Espero mais um dia porque hoje nada muda
Numa luta contra mim próprio venço a minha sombra
Toma, aceita a minha alma
Num papel ou numa música, sente acesa a chama
Estou neste mundo apenas por uns anos
Só nos sonhos encontramos o que tanto esperamos
Sufocado pela rotina, sem ideais de vida
Em sintonia com o tempo que envelhece a cada dia
Isto é o desespero que aguento quando penso
que tudo mudará e nada será cinzento
O nevoeiro é denso no nosso olhar baço
As ruas onde passo já não as conheço
Situação limite não existe mais saída
Procuramos no dia a dia o sentido da vida
Descobre sozinho e dás mais valor
No limite é a perfeição desejada como amor
Situação limite não existe mais saída
Encontramos na música o sentido da vida
Descrever a minha terra é simples, não complico
É rodeada de muralhas em todo o perímetro
Como se esperasse um perigo já muito antigo
Teme emboscadas e ataques de inimigos
Invisível, despercebido como o grito de um mudo
Rápido e imperceptível como a passagem do segundo
Rodeada por bairros iguais a tantos outros
Com histórias e segredos como a vida de um morto
À velocidade de um sopro esperamos não afogar
No medo de um dia o tempo não passar
Tudo continua enquanto nasce a nova luz
O medo no horizonte faz velhos temer a cruz
A terceira idade é um retiro no fumo
Como um índio que fala com espíritos sem rumo
Tragos rasgos de sentimentos já esquecidos
Temo que o vento deixe de ser sentido
Este é o ambiente que se vive em Évora
A lentidão é conhecida como um sintoma que enerva.
A droga afoga homens e mulheres como um poço
E o limite é velhos com uma corda no pescoço.
Suicídio alto como o crescimento do deserto
Sente de perto como o arfar de um decrépito.
Os fantasmas são companhia de viúvas
Abandonadas numa estrada com curvas sem fuga
Sem destino visível agora tudo acaba
Trago novas palavras na próxima entrada
Que se foda a mágoa numa situação limite
Só existe raiva quando invade a nossa mente
Amanha será diferente, quem o sente acredita
Muita gente grita, pouca gente pratica
Situação limite não existe mais saída
Procuramos no dia a dia o sentido da vida
Descobre sozinho e dás mais valor
No limite é a perfeição desejada como amor
Situação limite não existe mais saída
Encontramos na música o sentido da vida
Sentes raiva quando escrevo o que é verídico
Sentes-te ofendido quando digo que és cínico
Sentimos que o início do declínio
É quando o céu surgir todo vermelho no horizonte longínquo
Não peço concelhos nem ajudas ao próximo
Sozinhos conseguimos avançar no mundo tóxico
O léxico é usado como arma e desabafo
No cansaço da rotina encontro aqui o descanso
Não consumo tabaco que te consome por dentro
Sou silencioso quando o ruído é intenso
No meio de tantas vozes nenhuma tem a razão
A solução é cuspir e provocar evolução
A extinção é o caminho para renovar a espécie
Falas do inicio, lembras-te quando nasceste?
Esqueces depressa os objectivos iniciais
Problemas capitais e a musica é para onde vais
Músicos banais e artistas vendidos
Muitos são comprados e mais tarde iludidos
100 insultos são puros como água de nascente
Em poucas coisas sou crente, mas acredito em mim
O que escrevo são frases que penso e nunca li
Não faço cópias, sou original no fim
As tuas ideias profundas já li em livros,
Não enganas, não consegues ter os neurónios activos
Não tenho remorsos de ser original
Levas pena capital no céu por seres banal
Música produzida como um ritual
Na sombra do mercado musical de Portugal
Filosofia à parte no que consideram arte
Mas o sangue ainda corre, vermelho como Marte
Situação limite não existe mais saída
Procuramos no dia a dia o sentido da vida
Descobre sozinho e dás mais valor
No limite é a perfeição desejada como amor
Situação limite não existe mais saída
Encontramos na música o sentido da vida
VRZ, "Situação Limite" (CD "100 Insultos")
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