Desafio:
A Equipa H2T em colaboração com o MC Praso tem para vos oferecer 5 exemplares do EP "Cofre Nocturno", o seu primeiro trabalho a solo, recentemente editado.
Este EP (de 16 faixas!) sucede a algumas maquetes como "3D" ou "Assistência Vol.1" e à excelente participação na compilação "AlémdoTejo" (com o tema "Chega"). Apesar de tudo, este é assumidamente o seu trabalho de apresentação individual, como MC e produtor.
E o desafio para ganhar um destes originais, baseia-se no seguinte:
- Queremos receber pequenas reportagens que resumam o hip-hop que se faz na vossa localidade, ou seja, que relatem aquilo que conhecem, assistem e ouvem de mais perto. Queremos ouvir falar dos novos potenciais artistas nas 4 vertentes e receber reportagens dos sítios mais variados... Norte, Sul, Este, Oeste, Açores, Madeira... Portugal!
As respostas devem ser enviadas até dia 10 de Julho de 2005 (domingo) para passatempos@h2tuga.net, devidamente identificadas com o nome e morada completa. |
Resultados:
Eis os vencedores do passatempo Praso - "Cofre Nocturno":
A minha zona é Almada da Margem Sul, uma outra central de hip hop, mas já conhecida devido ao seu passado. Mas passado é passado e presente é futuro... logo vou fazer da minha sentença e, obviamente com muita sinceridade, referir certos grupos/MC's aqui da zona de Almada e arredores, da velha à nova escola.
Da Velha escola, temos principalmente: o grupo M.A.C. (Missão A Cumprir, constituído por Kulpado, 1ºTenente, Chamula e Juanito) cujo cd também está para sair, e Nexo (Shiva, Salvattori, etc).
Da Nova escola, existem muitos talentos ainda por descobrir: D.G.B. (Zé Da Guida); Bishop; Espanhol & Nessa; Siameses(Cabeca e Mini-Pozer);
Almadan(Maleiker,Serginho,etc); Fox; Mandela; Fusão Do Sul; DJ Camaleão; Aflip, entre outros.
M.A.C. já tem o seu marco histórico no hip hop e basta pouco para os reconhecer só de nome. Os MC's/DJ's/Produtores referidos da nova escola, são bastante diversificados: D.G.B., Bishop, Mandela, Fox e alguns elementos de Fusão Do Sul, são cabo-verdianos e têm um rap bastante admirado, devido ao seu rap de street, com flows muito bons e nunca deixando a mensagem de parte. Almadan é um grupo de Almada também, que mistura rap francês com rap português, uma onda excelente, com uma sonoridade bastante bonita de se ouvir. Siameses são um grupo de rap hardcore de dois irmãos, que possuem duas vozes bastantes rudes e perfeitas para a sonoridade deles. Fusão Do Sul é uma crew, constituída por vários elementos de Almada e arredores, contando eles com DJ Camaleão. Aflip é um produtor de Almada, nova escola que se diga, mas com talento a descobrir. E em último Espanhol & Nessa, que são um grupo normalmente acompanhado pelo DJ Núcleo, possuindo uma sonoridade bastante diversificada, pois existe rap espanhol, rap portugues, soul, hardcore, e sobretudo mensagem.
Existem vários locais onde têm havido concertos de Hip Hop, nomeadamente rap: Casa Amarela; Ponto de Encontro, CD BAR, Raposo, Incrivel Almadense e, por díficil que pareça, a Escola Cacilhas Tejo. Vou só contar da Escola de Cacilhas, cuja organizou 3 festas de hip-hop, num ano escolar, onde já passaram e já se estrearam bons talentos como: Red Xikas, SP e Criatura e Tó (Crew-L), Espanhol & Nessa, Maleiker, DGB, Didier, Bishop, Fusão do Sul, G-Force, Raptor, Nocturno, entre outros.
Orgulho-me bastante de existirem estes grupos na minha zona, pois a meu ver, todos possuem grandes capacidades. Em relação ao breakdance e ao graffiti, não vos posso adiantar de muito de informações em relação à nomes, mas é tudo um bom talento a descobrir. E se tiverem tempo, tentem arranjar músicas cá da zona, não se arrependerão. Se quiserem saber mais... apareçam cá na zona! Paz.
Miguel Gutierrez (Almada)
Grafitti expressa de forma artistica aquilo que o writter pensa! Materializa a sua vontade ou maneira de pensar! E se somos livres de pensar porque não haveremos de ser livre em expressarmos-nos à nossa maneira?
Na minha zona, Massamá, as crews mais representativas sao os NGA, CPK, 1003PV e DWS! DWS apresenta um estilo "old school" a dar para o wildstyle (alguns elementos) sendo que CPK e NGA são quase igual, todos "old school". 1003PV são os puros "new school", a nova escola. Daquilo que vejo existe muita rivalidade e surgem sempre muitos problemas entre as crews.
Mesmo conhecendo pouco das outras vertentes aqui na área (Massamá), sei que a Linha de Sintra está carregada de artistas desta cultura e com imenso potencial, apenas decidi referir mais a vertente graffiti visto que é aquela
com que costumo estar em contacto. É mais a minha realidade.
Graffiti também é arte!!
João Cardoso (Massamá)
Venho-vos falar da pouca cultura HipHop que existe na minha terra, Peso da Régua. Esta cultura resume-se a meia dúzia de bombs na estação, feitos por sabe-se lá quem. De resto, o contacto é estabelecido apenas pela Internet (importante meio que me trás a informação, os álbuns e os vídeos) e pelas escassas idas ao HardClub, quase de ano a ano. Sublinho a importância da internet, e do vosso trabalho… Infelizmente são dos poucos a preocuparem-se dignamente em estender o que se passa a nível de HipHop ao interior.
Luciano Bonifácio (Peso da Régua)
O movimento na cidade onde moro (Figueira da Foz) ainda é não está muito desenvolvido... os meios são quase inexistentes. Existem algumas pessoas com vontade e talento mas existe também uma grande desorganização e falta de união. Os mc's gravam as suas cenas em casa com microfones muito fracos, usando aqueles programas mais básicos para instrumentais. Mas acima de tudo sempre com muito amor por isto. Os apoios são também inexistentes e as festas quando acontecem (raramente) decorrem em pequenos bares, onde muitas vezes são os artistas que têm de ir a vários locas pedir o material emprestado. Nos arredores da figueira, principalmente em coimbra, o movimento já está noutro nível com condições muito melhores, mais experiência, apoios e qualidade a todos os níveis. Já se destacam alguns nomes como Ruze e Bomberline em termos de mcing e Dj Leat nos gira-discos.
Durval Pires (Figueira da Foz)
Aqui em Arouca a nivel de hip hop nao se passa nada. O que faço é ir ao Hard Club quando posso para assistir a concertos, e como estudo em S. João da Madeira participo numa crew de breakdance chamada Footwork Clan. Claro que nao deixo de comprar alguns albuns de hip hop que me chamem mais a atenção, tento fazer o máximo pra estar ao corrente de tudo um pouco, visto que aqui o movimento resume-se a zero!
Paulo Antunes (Sinja - Rossas - Arouca)
Parabéns aos vencedores e obrigado a todos quanto participaram. Deixamos também um agradecimento especial ao Praso por ter possibilitado a realização deste passatempo conjunto. |