06/07/2009, 00:00
Para muitos, a excentricidade é muito mais que um aglomerado de gostos exóticos e esquisitóides. Com o tempo torna-se um modo de vida ou ,acima de tudo, um posto.
MF Doom, perdão, agora apenas Doom, habituou-nos desde cedo às suas taras bastantes peculiares , convencendo-nos que não existe homem para além da máscara. É, isso sim, a máscara que o define.
Rodeado de expectativa após um hiato de 4 anos, Doom aparece igual a si próprio. Para os mais aficionados, digamos que não mudou, nem sequer renovou: apenas reciclou o que vem fazendo até aqui.
Beats desconexos e efémeros, músicas curtas e emaranhadas em skits. O flow continua hipnótico, guiado pela voz anasalada inconfundível. Permanece no mesmo tipo de rima multisilábica, de construção erudita e nem sempre de fácil entendimento. O discurso dispersa-se entre o político de “Absolutely” e o ironicamente homofóbico “Batty Boys”.
A produção ficou a cargo do próprio MF (Metal Fingers) e do velho parceiro Madlib que nos presenteou com a agradável “Absolutely”. Já “Gazzilion ear” e “Lightworks” remonta à genialidade de Dilla, sem esquecer Jake One como o mais recente parceiro de Doom nestas andanças.
Doom teve ainda tempo para chamar Raekwon em “Yessir!”, Ghostface em “Angelz”, dá protagonismo a Empress Stahhr e ainda partilha “Supervillainz” com Kurious, Slug e Mobonix.
Certamente que no capitulo das comparações, “Born Like This” não é tão revigorante e estrondoso como outros registos do MC, porém mantém o estranho caminho que só ele traçou e sabe percorrer.
MF Doom, perdão, agora apenas Doom, habituou-nos desde cedo às suas taras bastantes peculiares , convencendo-nos que não existe homem para além da máscara. É, isso sim, a máscara que o define.
Rodeado de expectativa após um hiato de 4 anos, Doom aparece igual a si próprio. Para os mais aficionados, digamos que não mudou, nem sequer renovou: apenas reciclou o que vem fazendo até aqui.
Beats desconexos e efémeros, músicas curtas e emaranhadas em skits. O flow continua hipnótico, guiado pela voz anasalada inconfundível. Permanece no mesmo tipo de rima multisilábica, de construção erudita e nem sempre de fácil entendimento. O discurso dispersa-se entre o político de “Absolutely” e o ironicamente homofóbico “Batty Boys”.
A produção ficou a cargo do próprio MF (Metal Fingers) e do velho parceiro Madlib que nos presenteou com a agradável “Absolutely”. Já “Gazzilion ear” e “Lightworks” remonta à genialidade de Dilla, sem esquecer Jake One como o mais recente parceiro de Doom nestas andanças.
Doom teve ainda tempo para chamar Raekwon em “Yessir!”, Ghostface em “Angelz”, dá protagonismo a Empress Stahhr e ainda partilha “Supervillainz” com Kurious, Slug e Mobonix.
Certamente que no capitulo das comparações, “Born Like This” não é tão revigorante e estrondoso como outros registos do MC, porém mantém o estranho caminho que só ele traçou e sabe percorrer.
Texto:
André Silva
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