Kidz In The Hall

The kids have grown up
Parece parvo dizê-lo desta forma, mas para Naledge e Double-O tudo começou em 2000 num concurso de talentos na Universidade da Pensilvânia. Pré-formalizada a dupla, começaram a gravar umas demos e iam actuando para amigos em concertos locais. Mas para estes dois jovens, o que começou na desportiva cedo se transformou num trabalho a tempo inteiro, principalmente a partir do momento em que foram "apadrinhados" pelo o super beatmaker Just Blaze.
De facto, foi da mente criativa do produtor que começou a ser pensado o trabalho de estreia dos Kidz in the Hall. De Just Blaze, e ao referir-se à dupla, sairam as seguintes palavras: “Kidz In The Hall are a breath of fresh air in this tired rap world we’re living in right now.”
As editoras puseram-se em "modo alerta" e esticando o pescoço começaram a procurar por entre a multidão de rappers que é a industria do hiphop norte-americana, estes tais miúdos que Blaze elogiava. Quem conseguiu "agarrá-los" foi a Rawkus, que depois de várias reuniões acordou o lançamento do álbum de estreia "School was my hustle" em 2006.
O álbum por sua vez, foi muito bem recebido pela critica, e não tardou a que outra editora apresentasse uma aliciante proposta a este grupo que promove o regresso às bases, um emcee e um DJ - sendo Naledge o emcee, e Double-O o DJ.
Assim, em Novembro de 2007 assinam pela Duck Down que, nas palavras de Double-O: "Duck Down Records has proven that they can successfully promote independent acts on a major scale and their enthusiasm in our music let’s us know that they are 100% behind making the Kidz In The Hall movement successful."
Já com o selo da nova editora, depois de em 2006 terem sido reconhecidos pelos miúdos populares desta escola urbana que é o HipHop, lançam o segundo álbum "The In Crown" seguindo a sua sonoridade HipHop, Afro Beat e com umas influências de Zouk. Um disco que mostra uma crescente maturidade e evolução musical dos Kidz In The Hall, e que no seu geral reúne motivos mais do que suficientes para estarmos atentos a novos trabalhos discográficos destes rapazes.
Kidz In The Hall
Wheelz Fall Off (’06 Til…)
School Was My Hustle
Braille

"An Overlooked Genius with refreshing lyrics and catchy beats” – words by James Brown "The Godfather of Soul"
Apesar de jovem, este brilhante liricista pode se orgulhar da sua carreira que já conta com vários anos. A vida tem proporcionado a este filho de Portland vivências que não estão ao alcance de qualquer um, apenas aos escolhidos.
Estreou-se em 99 com o álbum “Lifefirst: Half The Battle”, seguindo-se um hiato de 5 anos sem edições de estúdio, período no qual - tipo globetrotter sonoro - percorreu a Europa, Japão e Estados Unidos a dar concertos e em algumas situações a abrir para espectáculos de James Brown.
Em 2004 continuou a solo com “Shades Of Grey”, que antecedeu o lançamento de estreia em 2005 do projecto Lightheaded, grupo formado com Ohmega Watts e Othello, intitulado “Wrong Way”. Fundador da Editora HipHop Is Music, em 2006 regressa a solo com “Box of Rhymes”, e finalmente já em 2008 aí está com o seu novo e quarto álbum “IV (International View) Editon”.
A sua música é como medicação distribuída com propósitos de ajuda humanitária para esta sociedade doente e cansada. Cada letra é um retrato vivo de como é influenciado fortemente por Deus, e como a família e os amigos são os elementos que inspiram a sua arte. A nível sonoro é influenciado principalmente por HipHop, naturalmente, mas também por música clássica, música de louvor e um pouco de funk e soul.
Nesta rubrica do Heads Up consigo normalmente de uma maneira ou outra "vender" da melhor forma os artistas dos quais quero falar. Mas desta vez, torna-se difícil fazer justiça ao talento de um rapper através de palavras. Não é o meu emcee favorito, não é de certeza o melhor emcee da actualidade. Mas a linguagem de Braille tem algo de especial e difícil de ver.
Nunca antes a ideia pela qual fiz o Heads Up foi melhor representada com esta situação. Procurem material sobre este artista e tirem as vossas próprias conclusões. Braille não é para ver é para se sentir.
Braille
The IV Edition Teaser
Por Ivo Alves para H2T - www.h2tuga.net

