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H2T - Portugal inteiro viu-te na Operação Triunfo mas o teu percuso começou bem antes. Como foi a tua vida na música até à participação no programa?
Dino - Comecei a cantar cedo nos coros da igreja de Quarteira e em pequenas galas infantis que se realizavam anualmente... Mais tarde com um grupo de amigos de Quarteira e formamos os Opinião Pública. Bons tempos!
H2T - Seguiste um caminho diferente dos outros participantes e a soul é a grande compotente do teu estilo. Sentes-te o único a cantar Soul em Portugal? Como vês o movimento Soul no nosso país?
Dino - Não sinto que me destaquei dos outros concorrentes, simplesmente segui o caminho da musica que mais me inspira, a Soul. E antes de mim muitos outros já tinham dado início à Soul em Portugal, desde Sara Tavares, Kika Santos, Melo D, aos dias de hoje com NBC, Expensive Soul. A Soul em Portugal não é muito vasta, mas já tivemos bons projectos que me fizeram ter orgulho por fazê-lo na nossa lingua mãe. Não sei se vai crescer mas sinto que veio para ficar!
H2T - Viveste experiências com outros músicos, nomeadamente, participações em vários discos e a Jaguar Band com os Expensive Soul. Em que sentido é que isso te marcou, influenciou...?
Dino - Cresci bastante como pessoa e musicalmente graças à experiência que tive com os Expensive Soul e a Jaguar Band. Concertos, ensaios e o mais importante, ouvir música de vários estilos deram-me segurança e grande bagagem para acreditar que estava na hora de fazer o meu caminho a solo.
H2T - Uma vez que já fazes música há algum tempo, existe um motivo em especial para só teres lançado em 2008?
Dino - Não sei se existe um motivo, mas graças aos meus amigos que depois de ouvirem os temas que fiz em alguns projectos e ao contentamento dos mesmos é que comecei a acreditar mais e já lá vão dois anos desde que comecei a gravar o álbum. Acho que estava na hora!
H2T - Como foi o processo criativo e de que forma o disco foi sendo construindo?
Dino - O nascimento e o crescimento deste disco foi muito natural. Reuni-me com um grupo de amigos e músicos, o Ginho (baixista), o Sérgio (baterista) e o Vitor (guitarrista e productor) em 2006 para iniciarmos este trabalho e no mesmo dia fizemos um tema. Desde aí sempre que nos juntavámos surgiam mais canções e mais motivação que nao se deixou abalar por termos outros projectos paralelos. O disco foi gravado nos estúdios Vibezone no Porto e conta também com a co-producçao de Sam The Kid em quatro temas e de Tito Paris numa morna escrita para a minha mãe.
H2T - Que definição dás ao teu álbum? O produto final era o que tu querias?
Dino - Não tenho nenhuma definiçao concreta para o meu disco. Sinto que é uma compilação das minhas vivências desde a infância até os dias de hoje preparando-me para o amanha. É sem dúvida um belo presente do destino para mim e para os meus!

H2T - Conta um episódio, uma particularidade, uma curiosidade que tenha acontecido ao longo da criação do álbum.
Dino - Durante a gravaçao do tema "Dia Seguinte" com a participaçao do Pacman fala sobre um dia de ressaca depois de uma noitada. Foi o único tema que cantei ligeiramente alterado depois de uma bela jantarada! (risos) Ficou registado um flow meio embriagado.
H2T - Depois do lançamento segue-se a promoção. Como vais apresentar o disco ao vivo? O que podemos esperar do Dino a solo?
Dino - “Eu e os meus” vai ser apresentado com a minha banda, "The Soulmotion", e digo minha com muito orgulho porque são músicos maravilhosos: Sérgio na bateria, Ginho no baixo, Vítor na guitarra, Salcedo nas teclas, Manuel Steban na percussão, Cati e Diana nas vozes.
H2T - Sei que és "filho" de Quarteira, zona de cultura urbana que se tem distinguido como mais um pólo Hip Hop. Como vês a actividade no Algarve?
Dino - Quarteira representa a grande cultura Hip Hop do Algarve e é também das maiores a nivel nacional, porém, mais zonas têm crescido, como Loulé, Faro, Silves e Portimão sao também motivo de orgulho do movimento.
H2T - És consumidor de discos? O que está a rodar agora nos teus headphones?
Dino - Sou grande fã da escuta musical, mas já fui mais consumidor. Agora limito-me a ouvir menor quantidade e aprecio cada vez mais a musica tradicional de Cabo Verde. Neste momento o que domina a minha lista é o álbum acústico de Tito Paris e o último de Al Green.
Por Vanessa Cardoso para H2T - www.h2tuga.net
Fotos gentilmente cedidas pelo artista |