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- Para começar vou pedir a cada um de vocês que apresente e trace o seu trajecto até aos Guardiões.
Biggy - Antes dos Guardiões eu tinha um projecto, os AfroBlood: era eu, o Divua e o Big Lô. Tivemos três anos juntos até que o Big Lô foi para fora, fiquei só eu e o Divua, chegámos a um ponto em que era muito trabalho para ele, então o grupo acabou. Depois, falei com o Dark, decidimos fazer uma cena e formámos os Guardiões hà quatro anos e tal.
Darkface - Fiz bué cenas antes, desde freestyles, maquetes e sons simples, feitos mesmo só por fazer, no fundo curtir o movimento, tive grupos sem nome onde fazíamos várias cenas. Depois, acho que entre 95 e 96, é que formei mesmo um grupo, eu o BadStone e o Nigga Giorgio, que Deus o tenha, acabou por falecer em Moçambique o que nos conduziu mesmo ao fim do grupo. Ele era tipo a cabeça do grupo, produzia os beats todos, e a partir do momento em que faleceu naquela cena que houve em Moçambique, salvo erro entre 97 e 98, o grupo acabou, comecei a ter de fazer cenas sozinho, a solo. Mas na altura ainda estudava, não me podia dedicar muito ao Hiphop. Até que um dia me cruzei com o Biggy, no parque central da Amadora e pronto, dicas daqui, dicas d’além e começou a nossa história, formaram-se os GMS, até agora.
Link - Eu comecei como DJ de techno, mas já gostava de ouvir Hiphop, interessei-me por scratch e turntablism e foi só um salto até passar completamente para o Hiphop. Depois, conheci os GMS no IPJ, eles precisavam de um DJ e foi assim que nos juntamos.
- Guardiões do Movimento Sagrado era um grupo bastante desconhecido, mas após o lançamento do álbum “Guerrilheiros do Hip-Hop”, que saiu através da Edel, o público parece ter gostado e acarinhado bastante o vosso trabalho, sentem isso?
Biggy - Sim, ou em concertos que a gente vai ou em concertos na nossa zona e até mesmo fora, por exemplo Porto, Sines, Algarve e assim, um gajo sente isso. Ou então através de mails que recebemos, há sempre pessoal a mandar prop’s porque curtiram bué o álbum, há outros que ainda o estão a comprar. Outros querem ser DJ’s e dizem que já consumiram o nosso vinil, recebemos sempre prop’s por isso.
- O vosso primeiro álbum, saiu há cerca de um ano, mas continua a dar que falar. Para quem ainda não o ouviu, podem fazer um breve resumo do mesmo?
Darkface - Para nós, como são musicas que já giramos muito e algumas foram mesmo feitas um ano antes de lançar o álbum, nós já não as sentimos com a mesma intensidade, mas para quem acaba de comprar continua a ter o mesmo impacto como se fosse há um ano atrás. Continuo a receber mensagens de quem comprou o álbum há pouco tempo e manda sempre aqueles props “curtimos o álbum, a cena está phat“. Enfim, isso é uma pergunta que acho que se deve colocar mais ao público em si, porque para mim, pessoalmente, já há musicas que se fosse hoje não ficariam iguais, tanto na produção ou mesmo em termos de mensagem que a gente lá colocou.
- O vosso álbum é bastante rico em participações, como têm feito as actuações ao vivo? Conseguem reunir todas essas pessoas?
Darkface - Aí temos um pequeno problema, quer dizer, todas as pessoas ainda não tivémos, mas quase todas, já tivemos em concerto. Só que nem sempre há disponibilidade da maior parte dos MC’s que participaram no álbum porque é a tal cena de não fazerem apenas Hiphop, quando têm trabalho dificilmente conseguem deixá-lo para fazer o concerto.
- Há alguma musica que nunca tocaram ao vivo por esse motivo?
Biggy - Há, por exemplo, a “Verdadeira Essência”, nunca tocámos ao vivo com a Kross, ela está em Londres.
- O graffiti que preenche a capa do CD foi feito propositadamente para o álbum?
Darkface - Foi. O Graffiti na capa do álbum é real, está no Vale da Amoreira, numa das paredes do Centro Comercial Fontaínhas, na Baixa da Banheira e foi o Colman que fez. A ideia é que o Hiphop está sempre ligado às quatro vertentes, DJ’s, Bboys, Writers, MC’s, por isso, em termos de álbum, estávamos a tentar reunir as quatro vertentes. Na altura, dei um toque no Biggy e disse “conheço um gajo que é bom em termos de graff e vou convidá-lo para fazer a capa”, então estivemos a discutir, ao principio era para ser feito no papel, eu disse-lhe mais ou menos como é que queria a capa, mas ele quis oferecer-nos o seu trabalho numa parede e acabou por nos surpreender com a imaginação dele. Mas foi propositado, nós queríamos uma capa que fosse feita mesmo na parede.
Biggy - E também é naquela, começámos a ver muitos álbuns, tanto nacionais como internacionais, só com a cara, estilos, e não sei que mais... Nós quisemos fugir um bocado a isso, então decidimos fazer uma cena de graffiti.
Darkface - E era uma outra forma de mostrar outra vertente do movimento. Graff que na altura era pouco divulgado, então, agarrar num graffiti e transpor para a capa do CD foi uma ideia original e grande props para o Colman.
- O primeiro vídeo-clip extraído deste álbum foi o “P.N.B. - Produto Nacional é Bom”, mas já estão a trabalhar no segundo vídeo-clip, não é assim?
Biggy - Sim, ainda antes do final deste ano deve estar a rodar aí pelas TV’s habituais o clip da “Ghetto Life” que andamos a preparar.
- O que é que vocês andam a fazer? Projectos concretos?
Biggy - Preparar o próximo álbum. Temos feito participações; e concertos, até agora, tem sempre havido.
Darkface - Concretamente, continuar a trabalhar na Kombate. O nosso trabalho actualmente é o próximo álbum, estamos naquela fase de produção.
Link - Eu, para além disso, estou também em estúdio a gravar a minha compilação, “Simplesmente Hip-Hop”, mas ainda está sem data prevista de lançamento.
- Vocês representam a linha de Sintra que é uma zona onde estão a surgir novos talentos na área do Hiphop. Acham que podemos esperar bons frutos desta nova geração?
Biggy - Sim, por exemplo, eu no outro dia estive ali em Barcarena na casa de um sócio que é o Orfeu que curte bué a cena de Hiphop, o irmão dele é um gajo ainda novo, mas produz e é MC. Eu estive lá e passei-me. Grandes produções e grandes ideias que ele tem...E é um gajo que está mesmo ciente daquilo que quer fazer. Há outros, mas pronto, é um exemplo.
- Falando agora mais especificamente do Djing em Portugal e esta pergunta é obviamente para o Link. Há uns anos para cá o Hiphop tem vindo a crescer, isto tem-se reflectido também nessa vertente? Ou achas que o DJ de Hiphop é um pouco esquecido e visto apenas como o elemento da rectaguarda.
Link - Às vezes sim, e outras vezes não, depende. Porque se fores daqueles DJ’s que só te identificas ou só queres trabalhar com a tua banda, sim. Mas se fores um DJ que queres ter os teus projectos, ou, por exemplo, és produtor e as outras bandas te convidam para produzires algumas músicas... Acho que nesse aspecto não. Depende dos DJ’s.
- No teu entender qual seria a iniciativa ou os eventos a realizar em Portugal para elevar esta vertente? Algo em que gostasses de participar ou simplesmente ver realizado.
Link - Eventos propriamente acho que não, para mim, o mais importante e que se devia criar era um circuito de discotecas ou clubs onde desse para um DJ se manter a tocar, porque muitas vezes um DJ num mês, toca três ou quatro noites, mas há outro mês em que nem sequer toca, ou toca uma só vez. E acho que o que está a faltar também é aparecer mais clubs ou mais eventos, whatever, para os DJ’s tocarem, isso é que está a faltar porque acho que neste momento existe muita oferta de DJ’s e pouca procura. Já houve menos, mas mesmo assim, acho que falta mais procura.
- Porque é que achas que não há?
Link - Não sei... se calhar é porque os donos das casas e dos clubs não apostam neste estilo de música, ou preferem lá ter um gajo a passar kizomba, hiphop e R&B, mas que não é do meio do Hiphop, é o DJ da casa.
- Agora sob a perspectiva de organizadores de eventos Hiphop, como tenho conhecimento que também são, qual a vossa opinião sobre o resultado das festas de Hiphop que se têm feito?
Darkface - Umas boas, outras más e outras ainda médias. Tem-se evoluído ultimamente, acho que as organizações têm-se preocupado mais em termos de equipamento principal, em matéria de som e assim. Mas, continua a haver aquela falta de público que queira pagar para ver Hiphop, acho que muita gente ainda não valoriza o Hiphop. Às vezes são as próprias pessoas que estão no meio do movimento que não o valorizam, mas é mais uma barreira a ultrapassar, ao longo do tempo as cenas vão evoluindo, pouco a pouco, e esperamos que daqui a mais dois anos consigamos ter as casas cheias, a curtir, sem nada de fight que é para não transparecer aquela imagem que o Hiphop é guerra e que há sempre confusão. Ultimamente nem acontece nada disso nas festas, o people vai lá para curtir, vive-se a festa, faz-se um bom concerto ou escuta-se uma boa música. Esperamos que esta onda positiva continue e dure para sempre.
- É desmotivante verificar acidentes nas festas, como já tem acontecido, perde-se a vontade de continuar a organizar, não?
Darkface - Claro, perde-se muita vontade, porque ninguém quer organizar uma festa em que haja confusão, em que há distúrbios porque se quebrou um vidro ou outra coisa, ninguém fica satisfeito e quem organiza, automaticamente perde a vontade. No meu caso foi assim, aconteceu no IPJ como quase todo o mundo já sabe, depois daquele acidente praticamente perdi a vontade de fazer cenas no IPJ porque, não é que não tenhamos cara de voltar, chegar à organização e dizer “Olha quero fazer uma nova festa do movimento Hiphop”. Mas, se na anterior já fizeram distúrbios, já quebraram qualquer coisa e se ainda por cima, os prejuízos ficaram por pagar, acabo por ser eu (organizador) a ter que os suportar... E quem é que tem vontade de organizar mais cenas? Acho que ninguém.
- Mas deixando essas excepções de parte vou pedir a cada um de vós que destaque um concerto que tenham retido na memória, pela positiva.
Biggy - Vou falar mesmo da cena “tuga”. Para mim foi um concerto que houve no Seixal, foi lá Chullage, Kilu... foi o Seixal Graffiti em 2001.
Darkface - O concerto que eu curti mesmo bué, estrangeiro se calhar, foi De La Soul. Foi um dos concertos que adorei ver. Nacional, são vários, gosto de estar no palco... mas acho que um concerto que me marcou bué foi no Barreiro se não estou em erro, foi Chullage, foi Bad Spirit... por mim foi pela positiva, acho que foi o melhor concerto que nós já tivemos.
Link - Não me lembro de nenhum que me tenha ficado marcado.
Darkface - Tirando isto, um concerto que me marcou bué também foi ultimamente, há coisa de um mês ou dois, na Quinta do Mocho. Foi um concerto que adorei também.
Biggy - Tipo, um gajo chegou e aquilo estava um bocado vazio, mas depois os grupos começaram a chegar, aquilo encheu mais um bocado, e um gajo sentiu mesmo união no espaço. Um gajo curtiu mesmo bué as cenas.
- Qual a importância que o Hiphop tem nas vidas de cada um?
Biggy - Hoje em dia eu digo-te mesmo, só ouço praticamente Hiphop, Reggae, Ragga, posso até curtir outros estilos musicais mas não é algo a que eu vá dizer que “curti e vou comprar”, até posso ouvir mas o Hiphop para mim é quase tudo.
Darkface - Se vivêssemos do Hiphop era muito mais phat, tínhamos mais tempo para dedicar ao movimento Hiphop, fazer mais cenas com o movimento, mas como não vivemos do Hiphop, mesmo a trabalhar estamos a fazer Hiphop. Acho que já é uma forma de vida, uma forma de estar na sociedade portuguesa ou no mundo. É uma cultura que já ultrapassa limites, acho que fazemos Hiphop a todo o momento. Não me lembro de chegar a casa, ligar o rádio e meter uma outra música a não ser Hiphop, até o meu puto que tem quatro anos já está viciado no Hiphop.
Link - Eu acho que, pelo menos como produtor, é uma maneira de me exprimir. Não sei cantar, não sei fazer mais nada a não ser beats e scratch, mas quem diz no Hiphop se calhar podia estar a fazer noutra cena, mas o Hiphop foi a cena que me puxou para fazer isso.
Darkface - O Hiphop é a nossa droga pesada, somos grandes carochos do Hiphop.
Link - Somos drogados no Hiphop. Mas também acho que, neste momento, o Hiphop está a evoluir e apesar de nós andarmos a fazer isto, ainda um bocado por amor à camisola, eu acredito que daqui a algum tempo já seremos capazes de ter comida no prato à pala do Hiphop, com o profissionalismo do Hiphop. Neste momento as cenas estão um pouco amadoras, mas há já outras em que se nota grande profissionalismo. Agora, com o passar dos anos vai ficando melhor, acho que vai tudo ficar mais consumível, tanto nacionalmente como internacionalmente, porque acho que o próximo passo será começar a internacionalizar as cenas.
Darkface - Antes de internacionalizar temos de nacionalizar a nossa cena. Enquanto não nacionalizarmos o movimento Hiphop não chegaremos lá fora nunca. Primeiro temos de conquistar o movimento nacional. Primeiro cá dentro, depois é que é lá fora. Acho que o Hiphop não é só uma forma de estar mas também uma forma de lutar, uma forma que nós temos de desabafar, de mostrar que algo está errado, através da música. Acho que o Hiphop é para transmitir aquilo que está mal, porque há muita cena que está mal, há muita injustiça no mundo, há muitas guerras de gigantes contra anões, em que os anões são sempre vencidos. E então o Hiphop é uma forma através da qual temos a liberdade de transpôr aquilo que está errado, o Hiphop é uma arma que temos para desabafar aquilo que está errado.
Biggy - É aquela cena também. Se no futuro der para viver do Hiphop, está-se bem. Se não der, um gajo vai ter de continuar com a vida que tem, que é trabalhar diariamente e ir com o Hiphop sempre ao lado. Agora também um gajo, mudar de estilo, escrever sons mais suaves, só para não provocar pessoas, como por exemplo, Durão Barroso e companhia, isso não fazemos.
Darkface - Há uma coisa muito importante, pelo menos no meu caso, o Hiphop deu para conseguir ver o mundo de uma outra forma, não sei se é pelo Hiphop criar aquela vontade de exprimir o sentimento verdadeiro, eu já consigo ver o mundo de outra forma. Acontecem coisas que um gajo pergunta “mas como é que é possível?”. Haver guerras sem motivo para tal, bombardear e eliminar milhares de inocentes... Há sempre duas vertentes: de um lado os donos do mundo, que têm tudo e do outro os inocentes, que é o nosso lado, aqueles que nada têm. É só trabalhar, é poder ser morto no gueto enquanto os barões da droga ficam de fora... Tu através do Hiphop vais pensando nessas cenas porque são situações que acontecem no mundo e nós no Hiphop vemos as desigualdades que há nesse mundo, porque há uma grande diferença, uns têm tudo e muito mais e outros não têm nada e quando tentam dar um passo para conseguir alguma coisa é-se aniquilado. No Hiphop conseguimos captar essas cenas todas. Não sei se é pela força emotiva que o Hiphop tem, se pela carga das mensagens de que nós somos portadores. Há várias formas de fazer Hiphop: nuns isso passa totalmente ao lado, mas no nosso caso, o Hiphop tem essa importância, porque quando vamos fazer uma musica, paramos e olhamos para o mundo e então vêmos que, desculpa a expressão, há muita merda no mundo.O Hiphop é a nossa luta, a nossa arma que temos para lutar contra esse mundo.
Biggy - Há uma cena que eu sempre digo, para mim, não é querer deitar abaixo outras culturas mas, as culturas mais verdadeiras que existem são o Hiphop e o Reggae. São sentimento verdadeiro.
- Querem deixar alguma palavra ao Hiphop Nacional?
Darkface - Espero que continuem fortes, a batalhar pelo movimento com a maior união possível, deixar de beefs que não existem e “wenro wenro” e unidos venceremos a luta. A única solução é estarmos unidos e assim venceremos a batalha que vem pela frente.
Biggy - E acabem com os monopólios, porque isso não vale a pena. Esses que dizem que sobem, que já são vedetas, um dia mais tarde vão cair.
Darkface - Acho que falta uma cena, uma crítica ao movimento. Começam a aparecer grupos de amizades, onde o talento só é valorizado por este ser amigo daquele ou do outro. Imagina que tudo o que o Link faz eu vou espalhar pelos meus amigos. O Link é bom, o Link é automaticamente bom, mesmo que o que ele faça seja uma merda, apenas por ser meu amigo, isso é o tal grupo de amizades. E há grupos com talento a fazer cenas, mas pelo facto de não conhecerem ninguém influente, de serem desconhecidos, pronto, já não são bons. O movimento não sobrevive só com dois ou três, o movimento sobrevive com as massas, porque numa guerra nem todos os soldados são bons, há aqueles que são bravos, há os médios, há os maus, mas todos dão a sua colaboração, têm a sua participação para que a guerra seja vencida. Do meu ponto de vista está-se a criar um grupo de amizades, só levam este, aquele e o outro, isso é completamente desnecessário porque acho que o movimento é tão grande, e ao mesmo tempo tão pequeno para começar a rejeitar novos grupos. Todos podem ter a sua oportunidade . Desde que tenham qualidade, acho que têm todo o direito de mostrar o seu trabalho, ter destaque, e serem apoiados. Essa é uma outra luta a travar.
Link - Eu concordo com isso dos novos trabalhos e novos projectos. Tem de se dar oportunidade a esse pessoal novo porque são eles que nos vão substituir e carregar a bandeira quando nós já formos velhos. Só que há outra cena, acho que agora esse pessoal novo, que aparece, antes de lançar o que quer que seja, deve tentar construir uma cena em condições. Peçam ajuda, tentem escrever cenas mesmo phats, não lancem uma cena assim à toa, porque só assim é que levamos isto para a frente. Porque se saírem cenas que não são muito fixes, a qualidade em vez de subir desce, e isso não é bom.
Darkface - O problema é que às vezes a qualidade em Portugal passa pelas amizades, como já dissemos.
Falsas amizades, não vale a pena dizer nomes, mas não trazem evolução e limitam o movimento.
- E uma mensagem para os leitores.
Darkface - Continuem a comprar a revista, é uma cena nova, está a evoluir, apesar de haver ainda alguns erros a corrigir, mas comprem a revista porque só comprando é que evoluímos.
Por Rui Meireles para H2T - www.h2tuga.net e revista HipHop Nation |