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Mais que o beatmaker do projecto, Skunk aka Kacetado, é o mentor desta recente compilação que abre em grande estilo o ano discográfico de 2008 no Rap nacional. As luzes acendem, e armado da sua MPC, Skunk solta o beat. Com DJ Kronic nos pratos, eis que o auto-proclamado “Júlio Isidro do Rap Tuga“ e Host desta noite, Sam The Kid, entra em cena para abrir as hostilidades com um Freestyle, denominador comum do evento.

Seguidamente começa a parada de artistas convidados, com Sir Scratch a dar voz à “Rusga” e Bob da Rage Sense a revelar-se “Observador” do mundo em que vivemos. Segue-se o primeiro de vários interlúdios instrumentais que, com produções de Skunk a fazer lembrar escola de Pete Rock, e scrathing skills do DJ Kronic, tiveram o mérito de manter o público na mesma vibe ao longo do concerto. Depois dos “Footmovers”, o primeiro a representar a nova escola foi o emcee Inópia, com o seu estilo Raw de street rap, bem audível no tema “Arte de Furtar”.
Num evento bastante esquematizado, o ponto alto da noite surgiu em forma de improviso, quando Blackmastah e Eva subiram ao palco. Aquilo que começou por um Freestyle, cedo se desenvolveu numa Rap battle amigável. Amigável sem dúvida, mas battle é battle. E por entre rimas, aplausos e gargalhadas, a haver um vencedor este teria de ser…o público claro!
Seguiram-se mais caras da nova escola, como o brasileiro Zuka a trazer um toque internacional ao evento, apresentando “Sacos D’Erva”. De volta a Portugal e directamente da invicta, o obscuro Keso chegou, mandou “Recados” com o seu Rapcore corrosivo, e saiu de cena. De sons “pesados” para o chill out, mudança radical de sonoridade, com Kilu na faixa “Dedico Esta” e a “Soul Diva” Tamin a deixar-nos “agarrados” à sua poderosa voz, em ”O Vicio”.
Para finalizar a noite em grande, só mesmo com “A Música certa”, onde Sir Scratch e Bob da Rage Sense, se juntaram à cantora em palco, e revelando toda química que os envolve quando actuam em conjunto, interpretaram o single da compilação, deixando uma mensagem de paz e união, elevando a música à sua merecida condição de arte e cultura.

Já fora de horas e no verdadeiro sentido do improviso, mesmo com o fim das actuações seguiu-se Freestyle, numa noite de HipHop que apenas pecou por saber a pouco.
Por Ivo Alves para H2T - www.h2tuga.net |