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O telemóvel tocou (ou fui eu que liguei?). Não importa. Preciosismos... O convite foi feito (obrigada KLIT) e foi aceite (o que eu não faço por amor a esta arte?). Encarreguei-me de convidar mais uns quantos canalhas e lá fomos nós em direcção à capital.

Imprevistos previstos. A memória já não é o que era. E eu a pensar que conhecia o caminho até ao Terraço como a palma da minha mão... Estava bem enganada! Afinal a memória parece já não ser o que era. Será da convivência? (Já repararam no problema de memória que estes rapazes têm? Será do aerossol? Protejam-se, rapazes!)

Depois de uns (d)enganos, lá chegámos.
Uau! Que vista fantástica!
Quais sapatilhas qual quê! We Love That View!
Não, nada disso. Fomos para ver sapatilhas, pois venham elas!
E destas, venham mais! Venham aos pares, às dúzias ou aos milhares!!!

Mais que sapatilhas, vi autênticas obras de arte! Sim, porque a arte pode (e deve) ter utilidade. E utilidade não significa banalidade, pois não? Não!

Mas nem só de sapatilhas se fez a inauguração da We Love Sneakers em Lisboa. Fez-se de (re)criação de espaços. (A "black room"... que espaço mágico!) Fez-se de uma performance ao vivo do Ram?. (Tão rica e inspiradora.) Fez-se de pessoas.

Enfim, fez-se de momentos, de partilhas, de criatividade, de inovação, de LIBERDADE!
Por Catarina Dias para H2T - www.h2tuga.net / Fotos por Miguel Nicolau |