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As portas abriram ás 21.00h e DJ Madflava encarregou-se de dar as boas vindas. O público colaborou e, ao contrário do que se passava antigamente durante estes sets, já há bastante movimento na pista. A sala foi enchendo e passado uns minutos, deram-se início aos concertos.
O primeiro grupo, de nome Barrako 27, constituído por dois Mc’s de Gaia, foi apresentado por Expião como um grupo com muito valor e atitude. Quem não estivesse muito por dentro do movimento e assistisse a esta actuação, provavelmente diria que o grupo não era novidade e que já teria bastante experiência de palco, visto que se apresentaram completamente à vontade e com bastante confiança. Durante a arrojada actuação, onde o tema mais focado foi o da própria cultura HipHop, DJ Guze encarregou-se dos scratchs.
Logo de seguida, UNA crew entraram em cena. Os 3 Mc’s, com uma sonoridade um pouco na linha do grupo anterior e já com grande parte do público conquistado, não tiveram dificuldades em interagir com o mesmo, e levando a cabo uma boa actuação.
De seguida uma pequena pausa, para DJ Madflava voltar a dar a sua contribuição para o agradável ambiente já existente e proporcionar, novamente, o convívio.
Depois, Xerife anunciou KS Xaval. Este, acompanhado por Ximpa, Pb1 e DJ Vinylancer, apresentou-se bastante à vontade e com bastante energia para transmitir. Deu provavelmente o último concerto do álbum “Raios te partam” e ainda cantou um tema do seu próximo trabalho. Destes três primeiros grupos, talvez tenha sido a actuação mais bem conseguida.
Seguiram-se os já esperados battles, com DJ Guze a tratar do beat, Mundo e Xerife na coordenação. Desta vez, a sessão teve um formato um pouco diferente, o limite de participantes foi um pouco mais reduzido. Todos os MC’s se enfrentaram, com muita vontade e sem papas na língua, mas Falco foi o que melhor conquistou o público e acabou por conquistar, também, a vitória.
Terminados os freestyles, subiram ao palco os já conceituados, conhecidos e respeitados, Crime Sublime. Dentro do mesmo estilo de sempre, Rey, Ortega e Chaz, apresentaram alguns dos temas do tão esperado primeiro álbum. Com uma actuação sublime, deixaram o público com vontade do próximo crime – o lançamento do Cd.
Posteriormente, eis que Coke toma conta do microfone. Completamente só em palco, não deixou transparecer nenhum tipo de fragilidade. Bem pelo contrário! Mais uma vez, mostrou o enorme valor que já lhe é reconhecido, desta feita, com a apresentação de temas do seu novo trabalho. Com grandes instrumentais e um grande domínio da palavra, elevou, facilmente, o publico.
Para terminar os concertos, uma grande novidade… Duas raparigas espanholas (Chicas), subiram ao palco. Donas de uma poderosíssima voz limitaram-se a brincar com ela e, facilmente, renovaram o ambiente. Não se limitaram só ao Rap, mostrando uma diversidade sonora bastante ampla. Tanto em espanhol, como em inglês; com beat ou sem beat, deram um grande brilho ao fim da festa.
Para concluir a agradável noite, o DJ Guze regressou aos pratos.
Por Pedro Bernardino para H2T - www.h2tuga.net |