“A Marcha” é o novo registo do produtor Skunk e contou com participações da nova e velha escola. Alguns dos convidados vieram do seu primeiro registo, “Rusga: Diggin’ nos Arkivos”, como são exemplo Keso, Sir Scratch e Black Mastah.
Ao longo das dezassete faixas podemos escutar produções ao estilo de J Dilla, o qual será certamente uma influência para Skunk. Mas no decorrer da “Marcha” sentimos produções monótonas, o que nos faz prestar mais atenção aos MC´s do que ao instrumental.
Para quem já conhece um pouco de Skunk e do seu álbum sob o nome de Kacetado, “Ontem, Hoje e Amanha”, podia-se esperar um pouco mais. A nível de produção, Skunk necessita de fugir um pouco ao seu estilo e começar a variar.
À parte da produção, os MC’s que foram chamados para “A Marcha” cumpriram o seu dever. A excepção foi Black Mastah que não convenceu com a sua “Medicina Musical”, faltando evoluir no flow. A par deste MC, o destaque vai para Capicua, para o colectivo Show No Love e para Mestrinho que anda mostrar que a nova escola está acordada, tal como ValeTudo.
Skunk, está de parabéns pela tropa que recrutou para a sua “Marcha”. Há falta de álbuns/mixtapes com artistas da nova escola.
Por João Coelho para H2T - www.h2tuga.net |