Fidbek, “Sem nexo faço sentido”, “Pouco convencional...”, “Tu és abençoado por uma morte de ideias, a mim percorre-me o ritmo como o sangue nas veias”, “Porque o amor por isto é infinito como o do Kiko”, “Isto é música a mais” e, da minha parte, a crítica do álbum está feita.
Acham que não? Então vejamos... De facto, a crítica ao álbum não é lá muito convencional, arriscaria até a denominá-la um pouco “errada”, mas também para um álbum que dá pelo nome de “Erro Musical” e tão pouco convencional... não é suposto a crítica tentar criticar e retratar a obra? Supõem que isto não tem nexo? "Sem nexo", neste álbum faz sentido, e aqui só faz sentido dizer que no álbum existem versos que fluem num mar de ideias, muito darão que pensar. Para além disso, por mais que se ouça parece haver sempre surpresas, surpresas em tom original, em alguns casos a dar para o genial, e outras coisas acabadas em “al” tais como... pouco convencional! Se isto é música a mais, que venha música às toneladas!
Sonoridade: o flow não é um dado que se realce mas o homem tem boa voz e bom ritmo! A produção do VRZ, tal como o flow, não se salienta, mas é preciso dizer que é algo que se mantém constante e que acompanha bem o estilo do MC, embora pareça que às vezes poderia puxar um pouco mais pelas rimas. Quanto ao New Max... a sua produção fez-me entender qual a grande utilidade da tecla “repeat”!
E agora um aspecto de sublime importância neste álbum... as participações! Para além de ser um álbum produzido na totalidade por outrem que não o MC, apresenta um vasto leque de participações, o que lhe dá uma simpática variedade, e alguém para quem me sinto na obrigação de deixar algumas palavras: Martinêz, não há vocabulário que descreva este homem, mas felizmente para o vocabulário existe ele! VRZ, duas grandes participações, sinto-me na obrigação de salientar “O sonho é o caminho”. Que há-de o homem fazer se é mais forte do que ele fazer boa música? Bezegol, you “betta” stay, believe in me! Supremo G, um pouco de intervencionismo relacionado com a utilidade da música faz sempre bem. Kiko, “ouçam os conselhos do mais velho!”. E, por fim, Chemega... que continue a fazer boas capas porque a imagem conta, e muito!
Bem... e já quase mais nada há a dizer. Como tal, eu (quase) nada vou dizer, excepto: carreguem em “play”, sintam musicalmente e vejam lá se se aguentam.
Por Jaime Silva para H2T - www.h2tuga.net |